Paisagens Floridas: A Diversidade Florícola e Turística no Estado do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.64238/geopuc.2025.165Palavras-chave:
Turismo rural, Floricultura, Produção de Flores, Rio de JaneiroResumo
Introdução: O estado do Rio de Janeiro apresenta vocação natural para a floricultura, com destaque para as regiões Serrana e Metropolitana, onde flores e plantas ornamentais exercem papel relevante na economia local e na configuração das paisagens. Diante disso, o turismo das flores surge como alternativa promissora de diversificação econômica, agregando valor às atividades produtivas e estimulando novas vivências territoriais. Objetivo: Analisar como a diversidade florícola no estado do Rio de Janeiro — expressa na produção de flores de corte, de vaso, de origem tropical e temperada — contribui para a formação de paisagens distintas e potencializa diferentes modalidades de turismo rural e de vivência, principalmente na região serrana e metropolitana. Métodos: O artigo adota uma abordagem mista, combinando dados quantitativos da EMATER-Rio sobre produção florícola com análises qualitativas baseadas em revisão bibliográfica, interpretação de paisagens e estudo comparativo de dois espaços de produção: Nova Friburgo, polo de flores temperadas, e o Sítio Burle Marx, voltado às espécies tropicais. Essa combinação permitiu compreender as interações entre produção floral, paisagem e turismo no estado do Rio de Janeiro. Resultados: Verificou-se que o Sítio Burle Marx funciona como referência de paisagismo tropical e conservação de espécies ornamentais nativas, promovendo um turismo de base ecológica e cultural. Já Nova Friburgo, maior pólo de produção de flores do estado, articula com sucesso a produção agrícola ao turismo rural, oferecendo experiências imersivas e sensoriais. Ambos os casos exemplificam o potencial de roteiros turísticos, vinculados à floricultura e às suas paisagens naturais, para impulsionar a economia e fortalecer a identidade local. Conclusão: O turismo das flores no Rio de Janeiro configura-se como uma estratégia de desenvolvimento territorial sustentável, ao integrar biodiversidade, cultura, agricultura e turismo. A valorização das paisagens produtivas, somada à infraestrutura turística existente, pode gerar novas oportunidades de emprego, renda e conservação ambiental, consolidando circuitos turísticos inovadores e inclusivos.
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