Agricultura Urbana e Educação Ambiental: práticas do Coletivo Periferia Feminista em Porto Alegre/RS - Brasil
DOI:
https://doi.org/10.64238/geopuc.2026.187Palavras-chave:
Educação Ambiental, Narrativas Autobiográficas, Agricultura Urbana, Mulheres, Coletivo Periferia FeministaResumo
Este artigo apresenta um recorte inicial da pesquisa de mestrado “Narrativas e o pertencimento: a Educação Ambiental no Coletivo Periferia Feminista, Morro da Cruz, Porto Alegre/RS”, que investiga as vivências e narrativas de vida das mulheres participantes do Coletivo Periferia Feminista a partir das ações de Educação Ambiental desenvolvidas na Horta Comunitária do Coletivo. A pesquisa compreende que, em áreas urbanas e periféricas marcadas pela exclusão socioambiental, há práticas de Educação Ambiental construídas a partir do território, articulando resistência, cuidado ambiental, produção de alimentos e fortalecimento de mulheres. Fundamenta-se em uma abordagem de pesquisa narrativa e de método (auto)biográfico, reconhecendo as narrativas das mulheres como centrais para compreender as noções de pertencimento e as relações delas com a natureza e o território. Mesmo em fase inicial, os resultados indicam que as práticas desenvolvidas pelo Coletivo promovem a agricultura urbana, soberania alimentar, a produção de alimentos sem veneno e a construção do fortalecimento de mulheres periféricas, evidenciando processos que rompem com perspectivas descontextualizadas da Educação Ambiental. As ações dessas mulheres, revelam a emergência de uma Educação Ambiental Feminista, crítica e emancipadora, que seja comprometida com a transformação social desde os territórios e com a valorização dos saberes das mulheres. Conclui-se que dar visibilidade a essas narrativas contribui para o reconhecimento de práticas potentes de transformação social e para a construção de novos horizontes de justiça socioambiental e o fortalecimento de mulheres.
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