DESENVOLVIMENTO, MEGAEMPREENDIMENTOS E TERRITÓRIO
Palavras-chave:
Desenvolvimento, Mega-empreendimentos, Modernização, Rio de JaneiroResumo
O presente artigo desenvolve-se diante do objetivo principal de analisar, de forma sintética, alguns dos significativos fenômenos recentes da economia regional fluminense e suas consequências, a partir de uma perspectiva geográfica / espacial – trazendo o conceito geográfico de território (em sua multidi-mensionalidade e multiescalaridade) para o centro da discussão -, sinalizando para os principais fatores que tem feito o esse estado sair de uma condição de duas décadas de estagnação econômica (1980, 1990) para uma nova fase de vultosos investimentos multiplicadores de empreendimentos e a concepção de desenvolvimento que tem servido de base para os agentes hegemônicos responsáveis pela implementação de tais empreendimentos. Dentro desse contexto, o prefixo “mega” tornou-se um imperativo ideológico indispensável ao discurso dos princi-pais agentes políticos do estado fluminense nessa nova conjuntura econômica. Assim, os megaempreendimentos imobiliários, industriais e de infraestruturas (sobretudo de circulação como portos e grandes projetos rodoviários) impulsionados pelo carro chefe dos megaeventos esportivos, estão ressignificando e reordenando significativamente as lógicas territoriais, produtivas e ambientais do espaço metropolitano do Rio de Janeiro, chamando a atenção para os novos desafios à gestão política do território fluminense. Nesse sentido, esse texto analisa as frentes modernizantes para o estado do Rio de Janeiro da atualidade, sinalizando para o caráter desenvolvimentista desses mega-empreendimentos num novo contexto político e econômico além de seus desdobramentos e contradições que constantemente se materializam no território.
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