Identidad(es) y territorio(s) en disputa: vulnerabilidad hídrica y alimentaria en el municipio de Ribeira do Amparo/BA
DOI:
https://doi.org/10.64238/geopuc.2026.186Palabras clave:
Agroindustria de regadío, Inseguridad alimentaria, Inseguridad hídrica, Fruticultura de regadío, Sistemas alimentariosResumen
La presente investigación analiza las transformaciones socioeconómicas y ambientales en el municipio de Ribeira do Amparo, estado de Bahía, a partir de la reciente reestructuración productiva, con énfasis en los impactos de la expansión de la fruticultura de regadío sobre los sistemas productivos tradicionales, los recursos hídricos y la seguridad alimentaria. El estudio adoptó un enfoque cuali-cuantitativo, articulando revisión bibliográfica, análisis de datos secundarios de bases oficiales, como el IBGE, el INPE y el CEMADEN, además de información documental, aplicación de cuestionarios según la escala EDIH y relatos de habitantes de comunidades rurales. Los resultados evidencian que la intensificación del uso del agua con fines agrícolas, a través del agroindustria de regadío, ha incrementado la presión sobre los acuíferos y los cursos de agua intermitentes, contribuyendo a la reducción del caudal de arroyos y a la desaparición de humedales tradicionalmente utilizados por las comunidades locales. Asimismo, se observa el debilitamiento de cadenas productivas tradicionales, como el frijol, la yuca y la cajicultura, marcado por la disminución de la producción, al mismo tiempo que se profundiza la dependencia económica respecto a los grandes emprendimientos agrícolas de la fruticultura. Se concluye que el modelo productivo dominante ha profundizado las desigualdades socioambientales, ha ampliado la vulnerabilidad hídrica y alimentaria y se ha mostrado incompatible con las limitaciones climáticas del semiárido y con el avance de los procesos de desertificación en el estado de Bahía, lo que indica la necesidad de políticas públicas integradas orientadas a la valorización de la agricultura familiar, la justicia social y la soberanía alimentaria.
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